segunda-feira, 14 de novembro de 2011

NOSSA HISTÓRIA

        No início do meu chamado, São Francisco era apenas um ilustre desconhecido, sem nenhuma chance de ocupar qualquer lugar na minha vida. Não tinha maturidade suficiente para entender a missão dos santos, e vez por outra achava uma afronta, referir-se a um santo na qualidade de imitador perfeito de Cristo. Depois é que fui entender, que para nós eles são exemplos e deixaram no seu rastro, verdadeiras enxurradas de testemunho ( Hb 12, 1 ).
É a poderosa sabedoria de Deus que não se engana, pois às vezes caímos na tentação de achar que o Evangelho é utopia, que Cristo viveu porque era homem e Deus. Então Deus toma pela mão, homens pecadores, frágeis e cheios de limitações, e os fazem cumpridores fiéis do evangelho. Não há dúvidas de que, se um homem tão frágil quanto Francisco de Assis foi capaz de assumir radicalmente a vida de Cristo e o próprio São Paulo assim relata: “Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo” ( I Cor 11, 1 ), nós também conseguiremos.
Por volta do ano de 1990, eu ingressei em um grupo que se chamava JUPAF ( Jovens Unidos Por Amor a Francisco ), sim era um grupo franciscano, aí começara a marca impressa de uma comunidade. Mudamos o nome e logo depois eu perdi a coordenação, porém algo no meu coração me deixava inquieto, e eu não sabia o que era. Recebi, então de uma senhora por nome Iêda, um livro de título “Eu, Francisco”, bastaram poucas linhas para perceber o chamado, a vocação. Não era fogo de palha, não era uma admiração, era VOCAÇÃO. É algo estranho, inexplicável. É como se até então caminhássemos no escuro, tateando as paredes, batendo em objetos e achássemos o interruptor, daí ligássemos as luzes e com alegria víssemos todo o caminho que trilhamos e reconhecemos todos os objetos: “— Ah ! Era uma cadeira. Sim ! Uma cadeira de balanço, por isso senti se mexendo quando bati.”
Algo precisa ser feito, pensava eu. É verdade que outras luzes necessitam ser ligadas, mas depois de acender a primeira, posso supor o que está por vir. Embora caminhando no escuro, sei que estou numa casa e posso perceber quais os próximos obstáculos, sei do perigo de cair num buraco inesperado, mas a certeza de estar numa casa me encoraja a seguir em frente.
Depois de tantas lutas, uma vigília no primeiro fim de semana de 1997 iniciaria a Obra PAZ e BEM. Daí para frente segurei na mão de Deus com muita força e deixei que Ela me guiasse. A mão de Deus tem nos conduzido até aqui:
Diversos serviços e ministérios, dos quais destaco a Missão de Paz que trabalha com a restauração das famílias; o ministério das artes, com música teatro e dança; ministérios de intercessão, providência, comunicação; Equipes de missão no presídio e hospital; além de grupos de oração, aprofundamento entre outros.
A partir de uma experiência pessoal com Jesus nestes serviços e ministérios, temos contemplado diversas conversões, o que tem nos alegrado muito!
Caminhando sempre orientados pela Santa e Amada Igreja, vamos todos os dias lutando pelas almas e fazendo o amor ser amado como nos reclamava São Francisco: “O amor não é amado”!
Paz e Bem




Gerardo Magela Rebouças Maia

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