Freira Canta no The Voice Italiano e emociona: "Deus não nos tira nada, pelo contrário, nos dá ainda mais. Eu estou aqui por isso” Disse Irmã Cristina.
O que o papa Francisco diria disso?
“Mas o que você acha que o Vaticano dirá por você ter se apresentado noThe Voice?”, indagou a jurada Raffaella Carrà. “Olha, eu não sei, espero um telefonema do Papa Francisco de saudação. Ele nos convida a sair, evangelizar, a dizer que Deus não nos tira nada, pelo contrário, nos dá ainda mais. Eu estou aqui por isso” Disse Irmã Cristina.
Na noite da última quarta-feira, 20, durante a segunda edição italiana doThe Voice, uma das candidatas agitou a platéia e surpreendeu o júri. Se tratava de Irmã Cristina, uma freira de 25 anos que impressionou com sua ousadia ao participar do programa. A irmã cantou “No one” de Alicia Keys.
O júri composto por J-Ax, Noemi, Piero Pelù e Raffaella Carrà, ficou boquiaberto ao girar a cadeira e ter diante dos olhos uma freira. Além de vários elogios, o júri questionou sua decisão de participar do The Voice. J-Ax, aquele que foi escolhido por Irmã Cristina para segui-la na competição, se emocionou verdadeiramente ao ver a ousadia da irmã.
quinta-feira, 20 de março de 2014
sábado, 8 de março de 2014
Milagre de Calandra - "A perna reimplantada."
Milagre de Calandra - "A perna reimplantada."
Miguel Juan Pellicer, um companheiro jovem de cerca de 20
anos, estava trabalhando na fazenda do seu tio, na aldeia de Castellón em 1637.
Um carro puxado por mulas correu sobre sua perna, fraturando a tíbia.
Rapidamente, seu tio o levou para o hospital em Valência. A história, como
registrado, diz que Pellicer ficou no hospital Valencia por cinco dias, até que
foi decidido que ele precisava de mais ajuda do que eles poderiam fornecer.
Pellicer foi enviado, a pé, com uma perna quebrada, para o maior hospital em
Zaragoza, uma viagem que levou 50 dias.
Uma vez ele chegou em Zaragoza, febril e doente, os médicos descobriram
a perna para ser gangrenada e em estado grave. Pellicer perna direita foi
amputada "quatro dedos abaixo do joelho" e foi enterrado em um lote
especial no hospital. Ele ficou no hospital por vários meses, e foi fornecido
com uma perna de madeira e uma muleta. Ele, então, pediu às autoridades da
igreja na Basílica de Nossa Senhora do Pilar, em Zaragoza autorização para
ganhar a vida como um mendigo, que foi concedida. Pellicer viveu em Saragoça
por dois anos, participando de missa diária na Basílica, e aceitar esmolas dos
cidadãos. O piedoso jovem amputado era um rosto familiar na cidade.
Miguel Juan Pellicer costumava esmolar diante do Santuário de
Nossa Senhora do Pilar e era muito devoto da Virgem. Ia com frequência à
Basílica do Pilar, onde confessava e comungava cada sete dias,.Seguidamente ele
passava, no toco da perna, óleo das lamparinas que se acendiam na capela de
Nossa Senhora do Pilar.
Por fim, ele decidiu voltar para casa.Montava um burro todo o caminho para casa de seus pais em Calanda, onde ele cresceu. Sua família foi muito feliz ao vê-lo, mas desde que ele não poderia trabalhar, ele passou um par de semanas a andar de burro para aldeias vizinhas implorando. E então, uma noite, aconteceu.
Um soldado viajando estava passando a noite no próprio quarto Pellicer, assim Pellicer levou um saco de dormir no chão do quarto de seus pais. De manhã, os pais viram não um, mas dois pés salientes a partir da extremidade do cobertor curto! Eles animadamente acordaram seu filho, que estava tão surpreso quanto qualquer um, e a notícia rapidamente se espalhou por toda a aldeia que o amputado jovem tinha sido milagrosamente curada.
Um exame da perna revelou que era a mesma perna que ele sempre teve. Ele tinha uma cicatriz de onde o cisto havia sido retirado quando ele era uma criança, duas cicatrizes feitas por espinhos, e outra de uma mordida de cachorro em sua panturrilha. O mais notável foi uma cicatriz onde a roda de carro esmagou sua tíbia. A perna foi dito para aparecer magro e atrofiado, mas dentro de alguns dias ele estava usando-o normalmente.
Como a história se espalhou, ele atraiu os curiosos. Poucos dias após a restauração milagrosa, uma delegação composta de um padre, um vigário, e o local real notário veio a Calanda para ver por si mesmos e para preparar um registro oficial do evento. Eles tomaram depoimentos de testemunhas e cuidadosamente documentado história de Pellicer.
Dois meses depois, um julgamento foi aberto em Zaragoza, onde mais de 100 pessoas testemunharam que tinha conhecido Pellicer com apenas uma perna, enquanto que agora ele tinha duas. Dez meses mais tarde, o arcebispo prestado um veredicto que a restauração da perna foi canonizado como um verdadeiro milagre. Desde essa data, os céticos já não foram capazes de cobrar que Deus não cura amputados.
Estes são os seguintes:
Documentação do batismo Miguel Juan Pellicer, confirmando que ele era uma pessoa real.
Registo de admissão Pellicer ao hospital em Valência.
Relatório original da delegação autenticada dos depoimentos colhidos em Calanda, incluindo declarações de pessoas que o viram chegar à cidade com uma perna e acordar com duas.
Uma cópia autenticada e com firma reconhecida das atas originais do julgamento em Zaragoza, incluindo declarações de pessoas que conheciam Pellicer como um mendigo perneta.
Por fim, ele decidiu voltar para casa.Montava um burro todo o caminho para casa de seus pais em Calanda, onde ele cresceu. Sua família foi muito feliz ao vê-lo, mas desde que ele não poderia trabalhar, ele passou um par de semanas a andar de burro para aldeias vizinhas implorando. E então, uma noite, aconteceu.
Um soldado viajando estava passando a noite no próprio quarto Pellicer, assim Pellicer levou um saco de dormir no chão do quarto de seus pais. De manhã, os pais viram não um, mas dois pés salientes a partir da extremidade do cobertor curto! Eles animadamente acordaram seu filho, que estava tão surpreso quanto qualquer um, e a notícia rapidamente se espalhou por toda a aldeia que o amputado jovem tinha sido milagrosamente curada.
Um exame da perna revelou que era a mesma perna que ele sempre teve. Ele tinha uma cicatriz de onde o cisto havia sido retirado quando ele era uma criança, duas cicatrizes feitas por espinhos, e outra de uma mordida de cachorro em sua panturrilha. O mais notável foi uma cicatriz onde a roda de carro esmagou sua tíbia. A perna foi dito para aparecer magro e atrofiado, mas dentro de alguns dias ele estava usando-o normalmente.
Como a história se espalhou, ele atraiu os curiosos. Poucos dias após a restauração milagrosa, uma delegação composta de um padre, um vigário, e o local real notário veio a Calanda para ver por si mesmos e para preparar um registro oficial do evento. Eles tomaram depoimentos de testemunhas e cuidadosamente documentado história de Pellicer.
Dois meses depois, um julgamento foi aberto em Zaragoza, onde mais de 100 pessoas testemunharam que tinha conhecido Pellicer com apenas uma perna, enquanto que agora ele tinha duas. Dez meses mais tarde, o arcebispo prestado um veredicto que a restauração da perna foi canonizado como um verdadeiro milagre. Desde essa data, os céticos já não foram capazes de cobrar que Deus não cura amputados.
Estes são os seguintes:
Documentação do batismo Miguel Juan Pellicer, confirmando que ele era uma pessoa real.
Registo de admissão Pellicer ao hospital em Valência.
Relatório original da delegação autenticada dos depoimentos colhidos em Calanda, incluindo declarações de pessoas que o viram chegar à cidade com uma perna e acordar com duas.
Uma cópia autenticada e com firma reconhecida das atas originais do julgamento em Zaragoza, incluindo declarações de pessoas que conheciam Pellicer como um mendigo perneta.

Há também muitos outros documentos que não necessariamente apoiar a alegação de milagre, mas de apoio que outras partes da história, por exemplo, a prova de que outras pessoas nomeadas na história existem, prova de que, depois do milagre Pellicer foi convidado para a corte real em Madrid, e livros e outras publicações que recontam o evento.Mais tarde em outubro de 1641, Felipe IV, rei de Espanha, no meio da corte espanhola, rodeado de todo o corpo diplomático interrogou publicamente a Miguel e aos relatores do processo. Verificou ele próprio a reimplantação miraculosa da perna, e, diante do assombro de todos, ajoelhou-se e beijou a perna, fazendo com isso um verdadeiro ato de fé.
Esses documentos são de fato legítimos.
A Prefeitura de Zaragoza, a 8 de maio de 1640, reuniu-se em conselho extraordinário e plenário, e nomeou três procuradores para pesquisar o caso, além de solicitar do Sr Arcebispo que instaurasse um acurado processo canônico, a expensas da Prefeitura Conservam-se todas as atas de ambos os inquéritos.
O inquérito da Prefeitura começou só dois meses depois do milagre. 0 canônico, só após três meses. Bem contemporâneos dos fatos. Inquéritos detalhadíssimos. Muitas comprovações. Depoimentos de multidão de pessoas que conheceram e conviveram com Miguel Juan Pellicer, antes e depois do acidente, antes e depois da amputação. Vi um grande tapete que há no Palácio Real de Madri, representa o Rei Felipe IV beijando a perna regenerada de Miguel Juan Pellicer. Lord Hopton, embaixador da Inglaterra na Espanha, certificou independentemente que esteve presente quando El-Rei se ajoelhou, descobriu a perna recuperada e beijou a cicatriz da amputação.
Foram realizadas recentemente novas pesquisas históricas a respeito, com levantamento abundante e irrefutável de documentos. 0 milagre com “0 coxo de Calanda” foi em 1640.
Somente em 1959 se realizou com sucesso a primeira operação de recolocar uma perna cortada. Os cirurgiões do Hospital Mont-Eden, de Hayward (Califórnia – USA), conseguiram recolocar uma perna, mas imediatamente ao acidente (não três anos depois), sadia (não gangrenada) e que ficara ainda unida ao corpo por consideráveis partes de carne (não uma perna enterrada!). E o maravilhoso êxito da cirurgia humana precisou meses de cuidados médicos antes de o paciente ser dado de alta.
Seus pais examinaram a perna amputada descobrindo imediatamente sinais inconfundíveis que permaneciam nela. “O mais notório e principal, a cicatriz originada pela roda do carro que lhe fraturara a tíbia; outra cicatriz, menor, ocasionada pela extirpação, na adolescência, de um abcesso; e, por último, dois profundos sinais de cortes provocados por um arbusto de espinhos, e as marcas da mordida de um cachorro”.
Quando amanheceu o 30 de março, e se difundiu a notícia por todo o povoado, Pe. Jusepe se aproximou da casa dos Pellicer com muita gente. Entre estas o primeiro magistrado, o juiz que era ao mesmo tempo o responsável da ordem pública, Martín Corellano. Acorreram também o jurado maior, o prefeito Miguel Escobedo, o “jurado segundo”, Martín Galindo, e o notário real Lázaro Macario Gomez. Encontravam-se também os dois cirurgiões locais, que certificaram o fato de maneira profissional. Ambos declarariam ter que render-se à evidência, que havia deixado por terra sua instintiva incredulidade. O notário lavrou uma ata notarial constatando o fato ocorrido.
Tratava-se de uma expedição inesperada à que devemos um documento extraordinário, para não dizer único, como único é o caso que aparece neste documento legal. Estamos ante uma intervenção divina testemunhada por uma ata notarial, diante de um milagre com a garantia de um documento ajustado à normativa vigente e corroborado por dez testemunhas oculares, escolhidos entre os de maior confiança e melhor informados dos muitíssimos disponíveis. E como se não bastasse, a ata notarial foi escrita e autenticada, passadas algo mais de 70 horas depois do sucedido e no próprio lugar onde ocorrera.
CURA INSTANTÂNEA: OSSOS SE MATERIALIZAM E HOMEM ANDA.
A Cura de Pierre De Rudder
Fonte: Catolicanet
Transmissao: Augusto Cesar Ribeiro Vieira
Transmissao: Augusto Cesar Ribeiro Vieira
(A título de prefacio: Há uns dias atrás, na Rede Bandeirantes de Televisão, no programa de Marcia Goldsmith, tive o desprazer de ter que enfrentar energicamente dois coitados fanáticos evangélicos. Pretendiam convencer ao público e televidentes que era milagre divino a... menos que medíocre, até repelente, "cura" no braço de um deles. Os médicos no hospital haviam conseguido vencer a infecção. Mas era péssimo o aspecto externo e muito pior a radiografia do cotovelo, faltavam partes dos ossos. E assim o braço rodopiava pelo cotovelo. E não tinha funções na horizontal, só balançando. Havendo-se recuperado bem os músculos e nervos, tinha força e movimento dos dedos e também podia levantar peso na vertical (Lógico, precisar-se-ia incalculavelmente grande tração para separar os músculos, nervos...).
Frisei que seria até blasfêmia atribuir a milagre de Deus aquela cura tão insuficiente e inclusive nojenta. A reação daqueles coitados, tão ignorantes como fanáticos, foi violentíssima. Como eles não me deixavam falar, tive que gritar em poucas palavras que nos meus livros refiro milhares de milagres autênticos de recuperação inclusive de braços e pernas decepadas. Também aos gritos nomeei Pierre De Rudder. Gritaram eles, ate vaiando-me seus acompanhantes, que isso era impossível (É claro, naturalmente impossível, por isso é que tais fatos são sobrenaturais, milagres).
Os que assistiram a aquele "debate" lembrarão algumas analogias entre Pierre De Rudder antes do milagre e o coitado evangélico fanático depois do seu pretendido "milagre" (!?).
PIERRE-JACQUES DE RUDDER, de 44 anos, era de Jabbeke, na Flandres Ocidental. O sofrimento oprimia o pobre jardineiro. A morte levara a primeira esposa e filho, e do segundo matrimônio perdera sete dos nove filhos.
O ACIDENTE
Um dia Rudder deteve-se a conversar com dois conhecidos, os irmãos Knockaert, que estavam derrubando árvores perto do castelo do visconde de Bus. Uma árvore que caíra em lugar errado atrapalhava o trabalho dos dois irmãos. Rudder pôs-se então a tirar galhos dessa arvore, enquanto os irmãos a empurravam com alavancas. Mas a árvore escorregou. Caiu sobre Rudder. De um decímetro abaixo do joelho até o peito do pé inclusive, a tíbia e perônio ficaram esmagados. Os ossos do terço superior da perna esquerda ficaram separados três centímetros dos correspondentes ossos dos dois terços inferiores.
Consta o testemunho do médico de Oudenbourg, Dr. Affenaer, chamado pelo visconde de Bus, patrão de Pierre-Jacques. O médico imobilizou a perna e manteve o conjunto com uma bandagem amidoada.
E AS IRREPARÁVEIS CONSEQÜÊNCIAS.
Várias semanas depois, ao retirar o aparelho imobilizador, porque o ferido sofria exacerbadamente, não houvera nenhum progresso. Pelo contrário: os fragmentos de ossos, desprovidos do seu periósteo, estavam banhados em pus. Chaga com longa ulceração, purulenta e gangrenada. Chaga também no peito do pé. O médico foi radical: retirou cirurgicamente (seqüestro) fragmentos necrosados de osso. A perna balançava abaixo do joelho.Rudder ficou um ano na cama. Quando se levantou, só podia caminhar apoiando-se em duas muletas sem que de modo nenhum a perna doente tocasse no chão, pois a dor -como em outras muitas oportunidades - seria dilacerante.
O empregador, visconde Albéric de Bus de Gisignies, leva o coxo aos melhores especialistas de Bruxelas, dentre eles ao famoso Dr. Thiriart, cirurgião do rei da Bélgica; ao Dr. Verriest, Presidente da Associação Médica de Bélgica; e a outros médicos...
Não há possibilidade de recuperação, especialmente por falta de periósteo, do qual depende a formação do calo ósseo necessário. O balanceamento da perna danificava e infeccionava cada dia mais a chaga purulenta, facilitando a necrose dos ossos nos extremos dos ossos separados. Os médicos com muita dificuldade conseguiam circunscrever a gangrena às chagas da perna. O doente tinha de lavar suas feridas duas ou três vezes por dia.
Foram passando os meses, os anos... Oito anos, agora só amputando a perna à altura do joelho havia alguma possibilidade de salvar-lhe a vida. Poucas possibilidades. A amputação naquela época e na situação da perna, o tratamento e a assepsia seriam muito difíceis... A amputação muito provavelmente só aceleraria a morte do miserável sofredor Pierre De Rudder.
O SANTUÁRIO DE OOSTAKKER
O SANTUÁRIO DE OOSTAKKER
Todos os médicos, como também o visconde Albéric de Bus -morrera um ano antes da peregrinação - e seu filho visconde Christian De Bus, sempre desaconselharam e até ridicularizaram a pretensão de Rudder de participar de uma peregrinação à basílica de Na. Sra. de Lourdes em Oostakker para pedir a cura.
Só uma encantadora jovem, prima do jovem castelão de quem viria a ser esposa, indiretamente animava Rudder com um compreensivo sorriso. Quando já viscondessa de Bus, chamou seu pobre ex-empregado. Queria, caridosa, ver o estado da perna. Escreve nas suas memórias: "Então ele tirou as faixas, todas impregnadas de pus e sangue. Insuportável odor se desprendia (...). As duas partes do osso quebrado traspassavam a pele e estavam separadas por uma chaga supurante".
Comovida, a viscondessa de Bus convenceu seu marido a possibilitar a viagem, não porque esperasse a cura, senão para propiciar a tão sofredor doente um consolo espiritual. Assim ela mesma o fará constar depois na sua peregrinação ao Santuário de Lourdes, na França, quando os médicos deste famosíssimo santuário pesquisaram o caso.
O que ocorrera? Antes dos médicos de Lourdes, o Pe. Alfred Deschamp, jesuíta e doutor em Medicina, recolhe inúmeros testemunhos no seu inquérito. Médicos e particulares.
Médicos.
Destaquemos as freqüentes observações do Dr. Van Hoestenberghe, que também teve de retirar vários seqüestros; o Dr. Verriest o examinou quatro vezes, sete anos após o acidente, poucos meses antes que Rudder fosse ao santuário de Oostakker. Uma semana antes da peregrinação, o Dr. Houtsaegher examinou o doente, e concretamente destacou as observações do balanço desordenado da perna, inclusive ficando o calcanhar para frente e os dedos para trás. Na véspera da viagem, o Dr. De Visch faz constar no seu relatório as chagas purulentas e fétidas, uma mais profunda abaixo do joelho e outra mais extensa no peito do pé, como também o movimento de torção e o balançar da perna em todas as direções, podendo dobrar-se sobre si mesma.
Particulares.
Destaquemos Jacques de Fraye, que constatou meticulosamente todas as afirmações a respeito, inclusive que Rudder, levantado com as mãos o joelho esquerdo, fazia balançar a perna em todas as direções, e também, expressamente, que levantando a perna com uma mão, com a outra imprimia-lhe um movimento de torção até os dedos ficarem para trás e o calcanhar para frente. Com esses movimentos, freqüentemente esguichava pus.Enfim..., Jabbeke é uma vila onde todos se conhecem. Pierre-Jacques De Rudder, precisamente pela sua angustiante situação, era conhecidíssimo. Inspirava a compaixão de todos. Tudo público e notório, constatadíssimo.
DRAMÁTICA PEREGRINAÇÃO.
Na véspera da peregrinação, a Sra. Marie Wittezaele, junto com o Sr. Edouard van Hooren e seu filho Jules, que voltavam do trabalho no campo, viram a perna supurante. Viram como balançava. Observaram as extremidades do osso quebrado separadas entre si uns três centímetros e aparecendo na chaga. Verificaram que a chaga era "do tamanho aproximado de um ovo de galinha" e cheia de pus. Sentiram o fedor. Viram como "a parte inferior da perna girava".No dia da peregrinação a Oostakker, 7 de abril, oito anos e dois meses após a fratura, o guarda-barreira Pierre Blomme acolhera Rudder na sua casa, para que descansasse um pouco do seu esgotamento. Porque da casa de Pierre à estação do trem tivera que caminhar duas horas, apoiado nas suas muletas e ajudado pela esposa, para percorrer somente dois quilômetros e meio. O Sr. Blomme viu o balançar da perna nua, sentiu o cheiro fétido das chagas purulentas e da gangrena, etc.
Testemunhos do chefe da estação, Sr. De Cuyper, que também conhecia muito bem Pierre de Rudder. Testemunhos dos companheiros de viagem. Sentou-se no trem junto a Jean Duclos e sua mãe. Todos, mais uma vez, viram dona Colete, a esposa de Pierre De Rudder, ajudando-lhe a trocar as bandagens, e observaram a horrorosa situação da perna.
Em Gand-Sud, Rudder tem de ir de carro puxado a cavalo. O carreteiro debochou do balançar da perna, mas o deboche torna-se um misto de indignação e compaixão quando vê o pus e o sangue escorrendo sobre a carruagem.
POR FIM, EM OOSTAKKER.
Há que caminhar um pouco, no terreno do Santuário. No caminho detém-se para descansar e reza fervorosamente perante o Crucificado no velho Calvário. Está esgotado. Sua mulher, Colete, oferece-lhe um pouco de água que acaba de pegar na fonte da gruta, para reanimá-lo e possibilitar-lhe dar mais uns poucos passos.E por fim na gruta. Pierre-Jacques De Rudder está agora diante da gruta de Na. Sra. de Lourdes em Oostaker-Lez-Gand. Reza. Quase chora. Confia muito filialmente na Mãe Celeste.
E... - Pierre-Jacques De Rudder se levanta, caminha sem muletas entre os bancos dos peregrinos até o pé da imagem de Nossa Senhora, se ajoelha. Só então percebe que caminhara até lá, só então percebe o instantâneo desaparecimento da gangrena, da supuração... Instantânea recuperação dos ossos, da carne... E das forças. Pula, dança, corre cheio de alegria e agradecimento. A esposa cai quase desmaiada de emoção.
IMEDIATA CONSTATAÇÃO MÉDICA.
Em companhia da esposa e de várias testemunhas, Rudder vai ao vizinho castelo da marquesa Alph De Courbourne, dona da gruta, construída às expensas do seu pai. No castelo os médicos tocam, examinam... Médicos e particulares, todos constatam sob as duas cicatrizes limpas e delicadas e testemunham o fato da cura de Pierre-Jacques De Rudder.No dia seguinte e no outro e no outro... Todos os médicos que antes examinaram e trataram do doente agora vêem e tocam o fato da cura milagrosa.
Em Jabbeke, na casa do Sr. Charles Rosseel, o dr. Affenaert examina a perna de Pierre De Rudder tanto mais meticulosamente quanto mais resiste a acreditar na cura daquela perna quebrada. Todo o conhecimento do médico é que "foi quebrada, porque encontrava a face interna da tíbia inteiramente lisa à altura da fratura" antes tão conhecida. Por fim o antigo livre-pensador tem de reconhecer: "Você está inteiramente curado. Sua perna há sido fortemente consolidada. Ela está como a de uma criança, e não como a de um homem cuja perna há estado quebrada. Os meios humanos eram impotentes a permitir-lhe caminhar; mas o que não podiam fazer os médicos pode Maria".
Em toda a cidade, invencível curiosidade e emoção. O pároco, Pe. Slock, celebrou uma novena de Missas cantadas em ação de graças. A igreja ficou cheia naqueles nove dias. Contavam-se 500 participantes em várias oportunidades, numa população de 2.000 pessoas.
"Após sua cura - diz a viscondessa de Bus - nós o conservamos quinze anos como trabalhador" rude e sólido, a quem era preciso mandar que moderasse sua atividade e total dedicação. E nos momentos de descanso, "o encontrávamos quase sempre rezando seu terço. Ele edificava a todos". Com a autorização da viscondesa de Bus, Rudder fez alegremente quase quatrocentos peregrinações a Oostakker, aproveitando os dias de folga, para agradecer sua cura a Deus e a Nossa Senhora.
INUMERAS CONSTATAÇÕES.
O fato da cura de Pierre De Rudder foi verificado antes, durante e depois do milagre.
Novas constatações, 18 e 19 anos depois da cura, foram realizadas pelo Dr. Royer, de Lens-Saint-Rémy e pelos especialistas drs. Clement de Piquet, da Áustria, e Van Ysendyck, da Bélgica.
Apesar de vários seqüestros
de ossos, apesar dos ossos
da perna esquerda haverem
soldado justapostos,
"paralelamente", ambas as
pernas, ficaram exatamente
do mesmo tamanho.
"A MARCA".
1) Na época da cura de Pierre De Rudder não podia haver verificação por radiografia, que não existia então. Mas por iniciativa do pe. Callewaert, reitor do Seminário Maior de Bruges, 22 anos depois da cura, a radiografia foi realizada pelo Dr. Seligmann, professor do Ateneu real.
Em qualquer restauração natural de fratura de ossos, o cálcio vai lentamente formando um calo ósseo, até juntar após muito tempo os fragmentos. No caso de Pierre De Rudder os fragmentos soldaram-se diretamente um ao outro, sem o calo ósseo característico.
2) A perna esquerda ficou exatamente do mesmo tamanho que a direita, apesar de quatro centímetros de osso que o médico retirara quando do primeiro atendimento ao acidentado, apesar de outros secuestros que o médico retirou outras várias vezes, apesar da parte do osso que o acidente triturara e que ficou sem periósteo, apesar dos pedaços de osso que se perderam por supuração, apesar da grandíssima surpresa, da incrível "marca":
3) Os ossos haviam soldado justapostos. Na extensão de um decímetro os ossos da tíbia e do perônio estavam justapostos no sentido antero-posterior. Os ossos superiores estavam na frente. Apesar disso a perna tinha exatamente o mesmo tamanho e a mesma verticalidade que a perna direita! Rudder absolutamente não mancava.
E MAIS VERIFICAÇÕES.
Aos 75 anos de idade, 23 anos após a cura milagrosa, Rudder morre de pneumonia. É enterrado no cemitério junto à Igreja. Colocam lá um grande crucifixo de ferro forjado com uma inscrição que alude ao grande milagre de que toda a cidade era testemunha.E continuaram as verificações: um ano após sua morte, exumaram o esqueleto e retiraram os ossos das duas pernas para submetê-los à mais exaustiva análise. O Dr. Hoestenberghe fez a necropsia. Verificaram que os ossos da tíbia e do perônio consolidaram-se justapostos e "estando desviados (...), sem ajustamento das suas partes fragmentadas, as substâncias lisas e sem faltas de substâncias ósseas. Verdadeiramente a Virgem de Oostakker havia posto sua assinatura ("a marca"!) sobre estes ossos". E necessariamente, pela análise, os ossos tiveram de se consolidar de modo instantâneo.
Posteriormente, treze anos após a morte de Pierre de Rudder, o Dr. Léon Reverchon, professor na Faculdade de Medicina de Lille, com a colaboração do dr. Glorieux, de Bruges, sobre os ossos das pernas de Pierre de Rudder, que se conservam, até hoje, na Cúria do Bispado de Bruges, tira cinco filmes radiográficos, bem detalhados, que mostraram que a solidificação foi instantânea e perfeita, e com a mesma estrutura óssea que a da outra perna.
Nova análise radiográfica em 1951, pelo prof., Dr. L. Elaut, confirmando plenamente as verificações anteriores.
A Comissão Médica de Lille, reunindo mais de cem médicos sob a presidência do Dr. Duret, declara: "Com certeza, De Rudeer foi curado instantaneamente de uma fratura supurada; a reparação óssea, revelada pela autópsia, não pode ter sido feita por meios naturais".
(No meu livro "Milagres. A Ciência confirma a Fe", além de mais detalhes encontra-se abundante bibliografia a respeito deste famoso milagre).
domingo, 12 de janeiro de 2014
CONHEÇA A HISTÓRIA DO SACRAMENTAL DA PAZ E BEM
ATO
DE COMPROMISSO E IMPOSIÇÃO DO SACRAMENTAL AO CONSAGRADO-MEMBRO DA COMUNIDADE
CATÓLICA PAZ E BEM.
Somos
devotos da cruz (I Cor 1, 18). É pela Paixão de Jesus que nasce a nossa Paixão
pelos pobres, os depressivos, os enfermos...
É
contemplando o Amor Crucificado que encontramos forças para transbordar num
amor ressuscitado a todos.
A
cruz para nós, membros da Obra Paz e Bem, não deve ser um símbolo, mas um caminho
sem o qual não se pode seguir. Em especial, a cruz Bizantina, contém, em suas
gravuras, todos os elementos que precisamos para seguir nesta estrada que nos
conduz ao céu. Eu a contemplei em um sonho, acordei desenhando em um papel.
confesso não lembrar de tê-la visto em lugar algum e nem tão pouco de que seria
a cruz que falou com Francisco de Assis. pouco tempo depois comecei a olhar um
álbum de fotografias e me deparo com uma surpresa ainda maior: uma foto tirada
em dezembro 1991 onde eu estava na Praia do Icaraí, por ocasião de um
piquenique para celebrar a conclusão do ensino médio, e ali estava reluzindo em
meu peito a cruz bizantina. Não faço ideia de como foi parar lá, mas ainda
tenho a foto. Desde então passamos a usa-la como nosso sacramental.
Hoje,
é um dia histórico para a Obra Paz e Bem. Neste dia em que concluímos o ano da Fé
vamos receber o novo sacramental.
-Extraído
do cedro: "Como a palmeira, florescerão os justos, que se elevou
como o CEDRO do Líbano, plantados na casa do Senhor, nos átrios do nosso Deus
hão de florir" Sl 91, 13-14
O
cedro é citado mais de 70 vezes na Bíblia. O templo de Salomão, o palácio de
Daví e Salomão...
O cedro é uma árvore majestosa
que encontramos nas regiões montanhosas do Líbano, Síria, Turquia, Chipre,
Marrocos, Argélia, Noroeste Africano, etc… O cedro atinge até 40 metros de
altura e 14 metros de diâmetro no tronco. O cedro foi escolhido como
emblema da bandeira libanesa por simbolizar força e imortalidade. Embora
existam muitos tipos de cedros, o Cedro do Líbano ou Cedrus libani é a espécie
mais velha e mais forte, podendo viver ao longo de centenas anos.
Nos primeiros três anos de vida, as raízes crescem
até um metro e meio de profundidade, enquanto a planta tem somente cerca de
cinco centímetros. Somente a partir do quarto ano é que a árvore começa a
crescer. O Cristão é como o cedro do Líbano, e, portanto, tem a promessa de
crescer. Ainda que o seu crescimento seja lento conforme a experiência do
cedro, ele acontecerá e se tornará visível a todos. A preocupação do filho de
Deus, principalmente nos primeiros anos da vida cristã, está no lançar das suas
raízes. Lembre-se do fato de que nos três primeiros anos o cedro possui raízes
de um metro e meio de profundidade enquanto a planta apresenta apenas cinco
centímetros. Há informações de que a raiz quando cresce muito e atinge alguma
rocha continua crescendo em volta da rocha, abraçando-a.
-Das
portas da Matriz: O Cedro o qual foi confeccionados nosso
sacramental, foi extraído das primeiras portas da Igreja Matriz de Cascavel,
Ceará e que esteve protegendo a Igreja mãe de nossa Cidade por mais de cem
anos. Nem as tempestades, o sol escaldante, as pancadas constantes foram
suficientes para destruí-las. Estas portas foram testemunha da entrada de
milhares de irmãos nossos que por elas passaram para ter um encontro pessoal
com Jesus, na celebração de incontáveis missas, casamentos, batizados, primeira
comunhão e outras celebrações. Carregamos hoje uma cruz que leva a história de
nossos antepassados e nos faz apontar para um tempo novo com nossa doação de
vida, vivendo os compromissos que agora assumimos como verdadeiros guerreiros
na luta diária para alcançar a santidade que é a vocação de todo o Cristão.
O
Uso do Sacramental: Esta cruz constitui um patrimônio da Comunidade Católica
Paz e Bem e deve ser cuidada e usada em todo momento salvo, uma autorização
expressa do coordenador ou acompanhador vocacional. No caso de perca e dano,
ela será substituída por uma outra de material similar. Se o engajado ou
consagrado sair da comunidade deve devolve-la imediatamente.
Em
caso de descumprimento ou infidelidade ao carisma, fato este somente atestado
pelo Conselho Geral da Obra Paz e Bem, o sacramental será pedido até que o
consagrado tenha condições de usa-lo.
COMPROMISSOS DOS
MEMBROS DA OBRA PAZ E BEM
(Cada membro, de Joelhos, deve segurar a cruz nas mãos
inclinando-a sobre o peito e repetir a seguinte oração)
Eu,
______________________________________________________, diante de Ti Senhor, da
tua santa e amada igreja e dos meus irmãos, quero selar um compromisso de viver
a minha fé, sob os conselhos evangélicos, olhando para o Cristo pobre, casto,
obediente e humilde que se mostra tão exposto na cruz. É da tua cruz que emana
a riqueza do meu chamado na Comunidade Paz e Bem, por isso a contemplarei
diariamente na reza do Saltério de Adoração, na meditação do dia a dia da paz,
na leitura diária das sagradas escrituras, na oração pessoal e na adoração ao
Santíssimo Sacramento. Comprometo-me em buscar viver e promover a Paz e o Bem
em todos os momentos de minha vida e de Te amar nos mais necessitados, amando a
todos sem desprezar a ninguém, como fazia o nosso seráfico pai São Francisco de
Assis:
OREMOS
"Não
desprezarei os que desprezam.
Não amaldiçoarei
os que amaldiçoam.
Não julgarei os
que condenam.
não odiarei os que
exploram.
Amarei os que não amam.
Não excluirei
ninguém do meu coração.
Meus preferidos
serão os preteridos.
Quanto mais
marginalizados pela sociedade, tanto mais promovidos serão em meu coração.
na medida em que
forem menores os motivos para serem apreciados, tanto mais serão amados por
mim.
Amarei
principalmente os não amáveis".
DE ACORDO:
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quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Testemunho do Pregador do Papa que ora em Línguas
Frei Raniero Cantalamessa
OFM Capuchinho
OFM Capuchinho
Agora vou lhes contar sobre a vida nova que o Espírito Santo me deu.

Frei Raniero Cantalamessa
Até 1975, eu era um frade capuchinho que ensinava História das Origens Cristãs na Universidade de Milão, na Itália. Um dia, comecei a escutar pessoas que falavam de uma nova forma de rezar. Uma senhora, de quem eu era diretor espiritual, voltando de um retiro disse-me: “Encontrei pessoas que rezam de um modo estranho: levantam as mãos, batem palmas, são muito alegres e dizem que entre eles milagres acontecem”. Então eu lhe disse: “Nunca mais irás a essa casa de retiros”.
Esses dos quais aquela senhora falava eram carismáticos. Comecei a observá-los e via que algo daquilo que acontecia entre esses irmãosera exatamente aquilo que lemos nas primeiras comunidades cristãs.
Eu não podia negar que havia algo daqueles primórdios da Igreja, contudo havia fenômenos que me perturbavam, como falar em línguas, abraçar-se, profetizar…
Certo dia, fui quase forçado a um encontro carismático. Lá fui tomado de uma intensa e nova alegria, que não sabia explicar. Sentia-me sacudido. E, confessando as pessoas, percebia nelas um arrependimento novo, profundo. Eu podia ver e até tocar a graça de Deus. Mas continuava como um observador.
Em 1977, ganhei uma passagem para ir aos Estados Unidos, assistir à grande assembléia carismática ecumênica. Dentro de mim, dizia: “Isto vem de Deus, mas não me agrada”. E as 40 mil pessoas presentes ali cantavam: “Jericó deve cair”. Os meus colegas italianos me diziam: “Escuta bem, porque Jericó és tu”. Eles tinham razão, e Jericó caiu.

“O Santo Padre também sabe de minha experiência, pois lhe contei pessoalmente”.
Depois do encontro fomos a uma comunidade carismática em New Jersey, onde aceitei receber a efusão do Espírito Santo, mas ainda com certa resistência. Um dos sinais do Pentecostes é Deus falar através dos humildes. Quando as pessoas rezavam por mim, todas as palavras proféticas pronunciadas falavam de evangelização, de Paulo que com Barnabé inicia suas viagens apostólicas, e um irmão proclamou: “Tu provarás de uma alegria nova em proclamar minha Palavra”.
Um detalhe importante é que enquanto se reza para que alguém receba a efusão do Espírito, se diz: “Escolhe Jesus como Senhor da tua vida” e, enquanto me diziam estas palavras, levantei os olhos e vi o crucifixo que estava sobre o altar da capela. Era como se Ele me esperasse para me dizer algo muito importante: “Atenção! Raniero, cuidado! Este é o Jesus que tu escolhes como teu Senhor, o Crucificado. Não é um Jesus fácil, sentimental”. Nesse momento, entendi que a RCC não é um fenômeno superficial, mas algo que nos leva diretamente ao coração do Evangelho, à cruz de Cristo.
Comecei a ler o breviário experimentando algo novo. Vocês sabem que um dos frutos mais evidentes do Espírito é abrir a nossa inteligência para entender as Escrituras. Outro sinal da transformação que o Espírito operara em mim era o novo desejo de rezar.
Três meses depois voltei à Itália e os meus irmãos diziam: “Que milagre! Mandamos à América Saulo e nos mandaram de volta Paulo”.Pouco tempo depois, enquanto rezava com um grupo de oração em Milão, surpreendi-me fazendo a oração: “Senhor, não permita que eu morra como um professor universitário aposentado!” E o Senhor levou a sério minha oração.
Algumas semanas depois, rezando na cela de meu convento, tive a moção interior de visualizar Jesus que retornava do batismo no Jordão e começava a pregar o Reino de Deus, e ao passar por mim Ele dizia: “Se queres me ajudar a proclamar o Reino de Deus, deixa tudo e vem!” Compreendi que Ele queria dizer: “Deixa tua cátedra na Universidade, tua direção de Departamento e te tornes um pregador itinerante da Palavra de Deus, no estilo de São Francisco de Assis”. E ao final daquela oração o Espírito havia colocado em meu coração um “sim”.

Pregador do Papa (à esq.) rezando com fundadores da Comunidade Católica Shalom, em Roma.
Fui ao meu superior geral dizer-lhe que me sentia chamado pelo Senhor. Ele me pediu para esperar um ano. Depois de um ano, ele disse: “Sim, é vontade de Deus, vá”. Assim, tornei-me pregador.Foi o Espírito Santo e a experiência carismática que fizeram deste velho professor universitário um pregador do Evangelho.
A Casa Pontifícia
Três meses depois, recebi um telefonema de Roma, do meu superior geral que me dizia que o Santo Padre, João Paulo II, havia me escolhido como pregador da Casa Pontifícia.O Papa, com tudo o que tem para fazer, cada sexta-feira de manhã, durante a Quaresma e o Advento, deixa tudo e vem escutar a pregação de um frade capuchinho. Quantos de nós vão escutar pregações como o Papa? Ele não falta nunca. Certa vez, estando em viagem pela América Central, faltou a duas pregações; na sexta-feira seguinte, foi ao meu encontro e pediu desculpas por ter faltado a duas pregações.
Foi-me dada a oportunidade de fazer ressoar ali, no centro da Igreja, o que o Espírito Santo está fazendo na Igreja. O Senhor escolheu esse pobre frade capuchinho para fazer chegar ao coração da Igreja aquilo que vivemos aqui, esta força, esta esperança, esta certeza de que o Espírito Santo realizou um novo Pentecostes na Igreja.
Um dia, entendi que era hora de falar ao Papa, aos Cardeais, aos Bispos sobre a efusão no Espírito. Entre outras coisas, eu disse: “Alguns dizem que tendo recebido o Espírito Santo na Ordenação, no Batismo, não temos necessidade desta oração pedindo a efusão no Espírito, mas Jesus não poderia responder: “Eu também não estava cheio do Espírito desde o nascimento de Maria, e mesmo assim fui ao Jordão para ser batizado por um leigo que se chamava João Batista?”
No final da pregação, eu tinha um certo temor e veio ao meu encontro um Cardeal que me disse: “Hoje, nesta sala, ouvimos falar o Espírito Santo”.O Santo Padre também sabe de minha experiência, pois lhe contei pessoalmente. Mesmo assim, já faz mais de 20 anos, e ele não me mandou embora. E aquilo que vocês encontram nos meus livros, quase tudo foi escutado antes pelo Papa.

Frei Raniero pregando para o Papa Bento XVI.
Quero lhes contar um último detalhe que nos faz conhecer a grande paciência do Santo Padre e o seu imenso amor pela palavra de Deus. Uma vez por ano devo fazer a pregação, na Basílica de São Pedro, com o Papa que preside a celebração. É porém a única vez que não é ele quem prega. Lida a narração da Paixão, é o pregador da Casa Pontifícia quem deve subir ao altar do Papa e pregar. Na primeira vez, os degraus me pareciam mais altos que o monte Evereste. Falando na Basílica, dei-me conta de que deveria falar muito lentamente, porque há uma grande ressonância. Mas, falando lentamente, o tempo passava e ultrapassou em cerca de dez minutos o tempo previsto. Vocês sabem que imediatamente após essa pregação, toda sexta-feira da Paixão, o Papa vai ao Coliseu fazer a via-sacra, e o secretário, naturalmente, estava muito nervoso e olhava o relógio de vez em quando. No dia seguinte, disse às freiras que depois daquela função, o Papa o chamou e, com muita gentileza, disse: “Quando um homem de Deus fala, nunca devemos olhar o relógio”.
Coragem, e ao trabalho!
No dia em que meu superior me permitiu iniciar essa vida nova, no ofício das leituras havia um texto do profeta Ageu: “Coragem, Josué, sumo sacerdote, coragem Zorobabel, coragem todo o povo deste país, e ao trabalho. Coragem porque eu estou convosco, diz o Senhor” (Ag 2,4).
Lida essa passagem, fui à Praça de São Pedro e, olhando para a janela do Papa, comecei a gritar:“Coragem João Paulo II, mesmo se sabemos que és o homem mais corajoso do mundo; coragem Cardeais e Bispos, e ao trabalho, porque eu estou convosco, diz o Senhor”. Isso era fácil, pois não tinha ninguém lá, mas três meses depois eu me encontrava diante do Santo Padre e dos Cardeais e Bispos, e proclamei novamente aquela palavra de Ageu.
Hoje, anuncio estas palavras também a vocês: coragem, povo de Deus, e ao trabalho, à evangelização, à renovação da Igreja, porque eu estou convosco, diz o Senhor!
sábado, 13 de abril de 2013
Vou Pescar

“VOU PESCAR...” (Jo21,3)
Queridos filhos e filhas, Paz e Bem.
O Evangelho
deste terceiro domingo da páscoa (Jo 21,1-19) nos trás muitos elementos para o
crescimento de nossa espiritualidade. Mas quero aqui observar um em particular
que me chama a atenção: Disse-lhes Simão Pedro: “vou pescar”. Responderam-lhe
eles: “Também nós vamos contigo”. Observemos que Pedro toma a decisão por si só,
de ir pescar, e por ter exercer liderança, acabou por influenciar os outros que
também seguiram a Pedro. Ocorreu que a
noite foi completamente infrutífera. Não valeu a experiência de anos que o
‘pescador’ Pedro tinha. Mas, por quê? A resposta está no próprio milagre da
pesca milagrosa: Disse-lhes ele (Jesus): “Lançai as redes do lado direito da
barca e achareis”. Lançaram-na e já não podiam arrastá-la por causa da grande
quantidade de peixes (v6).
Uma coisa sou eu querer fazer tudo por mim mesmo,
seguindo minhas vontades e ímpetos meramente humanos, a outra é eu buscar ouvir
a voz de Deus, para saber o que devo fazer naquela situação. Pescar, era algo
bem comum e até corriqueiro, fazia parte da rotina deles, mas depois que
mergulhamos verdadeiramente em Deus, e aceitamos o seu Senhorio em nossas
vidas, submetemos tudo a Ele. Os milagres passam por esta célebre frase:
“Senhor que queres que eu faça?”(At 9,6). Uma noite inteiramente infrutífera e
bastou o Senhor dizer “jogue a rede direito” e então apanharam tantos peixes
que quase se rompiam as redes.
Meus filhos, tenho visto isto acontecer muito dentro
de nossa comunidade. Por isso o Conselho Geral da Obra Paz e Bem vai ficar em
atitude de escuta neste domingo para melhor ouvir de Deus onde precisamos jogar
a rede. A comunidade vive em estado de graça, e em breve estarei publicando num
documento a parte, porém não devemos desviar daquilo que o Espírito Santo nos pede
para estes tempos. E uma das coisas mais lindas que Nosso Senhor Jesus Cristo
nos colocou, foi a Comunhão de Bens. É neste dia, que podemos contemplar nos
olhos de cada um, quantas pescas milagrosas nossa evangelização tem tido. É
neste dia que dizemos com gestos concretos, que amamos e servimos a Deus na
Comunidade Paz e Bem, fazendo nossa partilha de alimentos e a contribuição para
o sustento desta casa. Por isso peço, que faça chegar a cada engajado desta
comunidade, o meu apelo a que se façam presentes a nossa comunhão de bens, que
neste mês será na sexta feira dia 19 de abril na sede as 19hs. Lembro-me da
primeira comunhão de bens que se deu há um ano, eu estava em viagem para Roma e
acontecerá algo muito parecido, pois estarei em viagem para o Carmelo da
Santíssima Trindade em Patos de Minas para um momento de escuta de Deus e
visita a co-fundadora desta obra, Irmã Joana da Cruz. É um mistério que se dá nestes dois momentos,
mas sei que é assim que escuto Deus me dizendo: “Magela, jogue a rede agora”.
No Vaticano ou no Carmelo, esta comunhão de bens faz exatamente o mistério da
comunhão da Comunidade Paz e Bem com a amada igreja de Cristo através de mim,
indigno servo do Senhor.
No mais,
desejo que estes momentos a que nossa Comunidade Paz e Bem vive, sejam bem
celebrados, com a própria vida, dentro da Comunhão de Bens, nos abraços, na
alegria da vida fraterna.
Que o
Senhor vos abençoe e vos faça mais que pescadores, pastores uns dos outros,
porque é somente assim, que podemos dizer que amamos a Deus: “Pedro tu me amas?
Então apascenta minhas ovelhas” (Jo 21,17).
AGENDA PAZ E BEM
ABRIL
18 a 29 Viagem do Fundador ao Carmelo da santíssima
Trindade MG
19 – Comunhão de Bens – Sede da Paz e bem – 19hs
20 e 21 – Encontro para
pregadores – Fortaleza
Maio – 08 - início da novena de Pentecostes
18-
Vigília de Pentecostes (Efusão do Espírito no SVES)
Gerardo Magela. (em 13 de abril de 2013)
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